domingo, 21 de abril de 2013

Seção 17.1



Puritanos desembarcando na América.
Figura 1: Os pais peregrinos foram puritanos que fugiram das perseguições religiosas que estavam ocorrendo na Inglaterra no início do século XVII. Eles formaram o primeiro grande grupo de ingleses que chegaram à América para colonizá-la de modo organizado.









Assembleia de Westminster:
concílio para reformar a Igreja da Inglaterra.
Figura 2: Puritanos e anglicanos divergiam em questões teólogas, políticas, econômicas e sobre o papel da Igreja e a forma de buscar a salvação. Os puritanos queriam grandes reformulações na organização da Igreja, sendo aceito o trabalho e o lucro financeiro. Muitos deles foram perseguidos, decidindo fugir de uma Europa considerada por eles decadente para o "novo mundo" (a América), onde eles teriam a liberdade necessária para implantar suas crenças.



Jaime I
Figura 3: Nem todos que queriam sair da Inglaterra podiam pagar a viagem, nem a própria coroa inglesa. Então Jaime I autorizou a criação de grupos mercadores para explorar o mercantilismo em direção à América.





As treze colônias inglesas na América.










Figura 4: A colonização inglesa na América do Norte teve iniciativas particulares e autônomas, bem diferente dos outros países colonizadores. Os pais peregrinos foram fundando núcleos de ocupação e colônias até se formarem as treze colônias da América inglesa em meados do século XVIII.




Figura 5: Os colonos puritanos acreditavam agir em nome de Deus. Eles seriam os enviados divinos, que deveriam gerar riquezas, administrando de forma correta os bens de Deus na Terra.
Colonos Puritanos.



Figura 6: As colônias do centro e do norte não tinham condições climáticas para a agricultura extensiva. A metrópole inglesa não se intrometia em assuntos internos, viabilizando aos colonos escolher a melhor forma de administrar as colônias. Essas colônias tinham as economias rural e urbana integradas. Uma aproveitando os excedentes e mão de obra da outra sem custos.

Exemplo de agricultura extensiva que não foi posto em prática
nas colônias do norte e centro pelos fatores climáticos da região.

  

Esquema do comércio triangular.
Figura 7: Comércio triangular: os comerciantes do norte adquiriam açúcar, melaço e rum em colônias caribenhas e os trocavam por escravos na África. Já no continente, os africanos eram vendidos a colônias do Caribe ou do sul da América inglesa.











Propriedade rural praticante da monocultura.
Figura 8: No sul, a economia era agrária e exportadora, com base na produção da grande propriedade rural, em geral monocultura. A integração entre o sul e o norte e centro era muito pouca. Havia forte racismo aos negros, o que explica a persistência do escravismo e as fortes restrições à ação do negro na sociedade sulista.

sábado, 20 de abril de 2013

Seção 17.2

As treze autônomas colônias americanas.
Figura 1: As treze colônias tinham alta autonomia, criando suas próprias leis e vetando as que vinham da Inglaterra. Após a década de 1760, burguesia inglesa passa a ver a América como fonte de matéria-prima e um potencial mercado consumidor.









A parte vermelha no mapa representa o local para
onde a Coroa inglesa queria expandir seus domínios.





Figura 2: A Coroa inglesa queria expandir seus domínios americanos para o oeste, enquanto que os colonos queriam desfrutar apenas da parte leste do continente.




Figura 3: Inglaterra aumentou a carga de tributos para compensar os gastos da guerra contra os franceses e estreitar o controle metropolitano. Essas leis limitavam a produção de manufaturados, ampliando o mercado consumidor dos manufaturados ingleses.

Aumento dos tributos.


Festa do Chá de Boston.
Figura 4: Os colonos se manifestaram com ataques a instituições inglesas, tendo como a Festa do Chá de Boston o episódio mais conhecido. Para conter a população, a metrópole adotou as Leis Intoleráveis. Mais tarde, no Primeiro Congresso Continental, os colonos repudiaram as Leis Intoleráveis, no qual o governo inglês respondeu aumentando a sua presença militar na América. Para esta, os colonos realizaram o Segundo Congresso Continental, na qual viram ser impossível negociar com os britânicos e defenderam a emancipação.


Thomas Jefferson (1743 - 1826).
Figura 5: Em 1776, foi então proclamada a independência dos Estados Unidos com documentos elaborados sob a supervisão de Thomas Jefferson. Logo após a declaração da independência começaram discussões sobre a elaboração de uma nova constituição. O Congresso Continental aprovou uma constituição que  estabelecia um regime presidencialista e o equilíbrio entre os três poderes: o executivo, o judiciário e o legislativo.

Seção 17.3


Figura 1: Ao longo de um século os Estados Unidos foram incorporando e comprando territórios da América do Norte de outros países colonizadores, como a Grã-Bretanha, a Espanha, a França, o México e a Rússia.

Expansão territorial dos Estados Unidos.



O espírito da fronteira/Progresso da América,
pintura de John Gast, 1872. A obra é bem representativa
dos ideias do Destino Manifesto.
Figura 2: Destino Manifesto: crença que estimulava os norte-americanos a construir um país de dimensões continentais. Quando descobriram ouro na Califórnia, norte-americanos de toda parte foram para a conquista do oeste distante.











Família se deslocando para o oeste do continente
aproveitando as regalias oferecidas pelo "Homestead Act".
Figura 3: As minas acabaram rapidamente, levando o governo norte-americano a decretar a lei do “Homestead Act”, abaixando o preço das terras no oeste para garantir a ocupação. O governo também construiu ferrovias para facilitar o transporte.











A imagem, “The Trail of Tears”, foi pintada
por Robert Lindneux em 1942. Ela comemora o
sofrimento do povo Cherokee sob remoção forçada.
Figura 4: A Lei de Remoção dizimou indígenas para possibilitar a conquista do oeste. Os índios eram os vilões, que não compreendiam a ação dos brancos. No decorrer do século XX, a mesma imagem foi utilizada pelo cinema para apresentar a luta entre brancos e índios como uma disputa entre bons e maus ou entre o progresso e o atraso.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Seção 17.4


Diferenças entre o sul agrário (imagem superior à
esquerda) e o norte industrial (imagem inferior).

Figura 1: Quando a sociedade começou a se expandir para o oeste, acirrou-se ainda mais as disputas entre o sul e o norte, cada um tentando avançar em direção ao Oceano Pacífico e reproduzir os modelos de suas sociedades. As principais divergências entre o sul e o norte eram em relação à vocação econômica. O norte industrialista queria implementar uma política econômica que protegesse a produção industrial, enquanto que o sul agrário dependia dos produtos manufaturados vindos da Europa.







Escravos sendo castigados.
Figura 2: Outro ponto de discórdia era a questão da escravatura. O tema ficou fora da Constituição, pois foi impossível chegar a um consenso nessa situação. Durante a expansão territorial, a divergência se agravou: o norte defendia a abolição da escravidão e o sul afirmava que os escravos impediam conflitos entre empregados e patrões.





Figura 3: O federalismo permitia que os Estados decidissem se permitiriam ou não a utilização da mão de obra escrava e tentava manter o equilíbrio entre os estados escravistas e abolicionistas, que, mesmo assim, se enfrentavam até dentro do Congresso.

A criação do Senado dos Estados Unidos da América relaciona-se
diretamente com a consolidação do federalismo norte-americano.


Abraham Lincoln (1809 - 1865):
presidente defensor dos ianques.
Figura 4: Em 1860, Abraham Lincoln assumiu a presidência provocando revolta nos sulistas, que queriam o fim da federação e a formação de outro país. Alguns estados sulistas (confederados) anunciaram que deixariam a união e constituiriam um novo país sob o comando de Jefferson Davis com uma constituição que daria continuidade a escravatura. O norte (ianques) reagiu e deu início à Guerra da Secessão para impedir a divisão do Estado.





Guerra da Secessão: guerra civil ocorrida
nos Estados Unidos entre 1861 e 1865.
Figura 5: O norte tinha maior capacidade militar e após a vitória de uma batalha, bloqueou portos, o que dificultou a exportação de algodão e impediu a entrada de apoio estrangeiro. Até que, em 1865, os sulistas se renderam. No fim das contas, a guerra causou grande destruição.






Figura 6: O fim da escravidão causou um grande avanço para a sociedade norte-americana, porém não desapareceram as divergências, nem se unificou a economia, as suas estruturas produtivas se mantiveram. Três meses antes da capitulação do sul, a escravidão foi proibida nos EUA por meio de uma nova emenda na Constituição.


Imagem ilustrativa ao fim da escravatura.


Homem bebendo água em bebedouro destinado
apenas a pessoas negras.
Figura 7: Os “ex-escravos” tiveram grandes dificuldades para se inserir na sociedade, mesmo após a criação de emendas que diziam que os negros tinham exatamente os mesmos direitos dos brancos e deveriam ser tratados igualmente. Porém, em algumas partes do país, essas leis não eram cumpridas. Tempos depois, códigos legais diziam que os negros poderiam ter propriedade privada, mas não poderiam assumir cargos públicos, nem portar armas.



Ku Klux Klan: exemplo de organização racista que
ainda existe nos dias de hoje.
Figura 8: Em estados específicos, principalmente no sul, leis impediam os negros de frequentarem bares e restaurantes que os brancos frequentavam. Os Estados Unidos estavam se formando num país democrático sob a marca do racismo. Mesmo assim, o racismo persistia, abrindo espaço para grupos de defesa da “supremacia branca”.

Seção 17.5

América Latina representada
em cor verde.

Figura 1: O predomínio político do norte o permitiu definir a política dos EUA. O esforço pra incrementar a indústria começou a fazer parte das ações do governo, a produção começou a crescer e com ela a necessidade de obter novos mercados consumidores, expandindo o comércio para a América latina.










Figura 2: Em 1823, o presidente James Monroe destacou a proximidade dos EUA com a América latina. A declaração ficou conhecida como doutrina Monroe. Seu discurso tinha o objetivo de amenizar o avanço europeu na América Latina.

James Monroe (1758 - 1831).


Representação do comércio entre
a Europa e a América Latina.
Figura 3: Depois da guerra civil, a indústria americana cresceu. Os países da América Latina não fabricavam muitos produtos industrializados, por isso importavam da Europa. Isso significava que os latino-americanos eram um grande mercado consumidor, o qual os Estados Unidos queriam conquistar. Isso ficou claro quando os Estados Unidos convocaram uma conferência para estabelecer um aproximação comercial, tendo resultados inexpressivos.



Charge representando a "Emenda Platt".
Figura 4: O próximo passo foi em direção a Cuba (colônia espanhola). Os Estados Unidos insistiriam tanto para Cuba se tornar independente até conseguirem. Após a independência, foi formalizada a hegemonia americana sobre Cuba ao autorizar os EUA a atuar militarmente na ilha, a “Emenda Platt”.







Política do "Big Stick"
(grande bastão, em português).
Figura 5: No governo de Roosevelt, os Estados Unidos apoiou a Colômbia e a criação do canal do Panamá, que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico. Com a conclusão das obras, os EUA passaram a controlar a circulação marítima e comercial do canal. A postura de Roosevelt foi que sempre que algum país vizinho violasse os direitos dos EUA ou quando seus governantes não cumprissem as propostas norte-americanas, eles interviriam militarmente (“Big Stick”).