sexta-feira, 19 de abril de 2013

Seção 17.4


Diferenças entre o sul agrário (imagem superior à
esquerda) e o norte industrial (imagem inferior).

Figura 1: Quando a sociedade começou a se expandir para o oeste, acirrou-se ainda mais as disputas entre o sul e o norte, cada um tentando avançar em direção ao Oceano Pacífico e reproduzir os modelos de suas sociedades. As principais divergências entre o sul e o norte eram em relação à vocação econômica. O norte industrialista queria implementar uma política econômica que protegesse a produção industrial, enquanto que o sul agrário dependia dos produtos manufaturados vindos da Europa.







Escravos sendo castigados.
Figura 2: Outro ponto de discórdia era a questão da escravatura. O tema ficou fora da Constituição, pois foi impossível chegar a um consenso nessa situação. Durante a expansão territorial, a divergência se agravou: o norte defendia a abolição da escravidão e o sul afirmava que os escravos impediam conflitos entre empregados e patrões.





Figura 3: O federalismo permitia que os Estados decidissem se permitiriam ou não a utilização da mão de obra escrava e tentava manter o equilíbrio entre os estados escravistas e abolicionistas, que, mesmo assim, se enfrentavam até dentro do Congresso.

A criação do Senado dos Estados Unidos da América relaciona-se
diretamente com a consolidação do federalismo norte-americano.


Abraham Lincoln (1809 - 1865):
presidente defensor dos ianques.
Figura 4: Em 1860, Abraham Lincoln assumiu a presidência provocando revolta nos sulistas, que queriam o fim da federação e a formação de outro país. Alguns estados sulistas (confederados) anunciaram que deixariam a união e constituiriam um novo país sob o comando de Jefferson Davis com uma constituição que daria continuidade a escravatura. O norte (ianques) reagiu e deu início à Guerra da Secessão para impedir a divisão do Estado.





Guerra da Secessão: guerra civil ocorrida
nos Estados Unidos entre 1861 e 1865.
Figura 5: O norte tinha maior capacidade militar e após a vitória de uma batalha, bloqueou portos, o que dificultou a exportação de algodão e impediu a entrada de apoio estrangeiro. Até que, em 1865, os sulistas se renderam. No fim das contas, a guerra causou grande destruição.






Figura 6: O fim da escravidão causou um grande avanço para a sociedade norte-americana, porém não desapareceram as divergências, nem se unificou a economia, as suas estruturas produtivas se mantiveram. Três meses antes da capitulação do sul, a escravidão foi proibida nos EUA por meio de uma nova emenda na Constituição.


Imagem ilustrativa ao fim da escravatura.


Homem bebendo água em bebedouro destinado
apenas a pessoas negras.
Figura 7: Os “ex-escravos” tiveram grandes dificuldades para se inserir na sociedade, mesmo após a criação de emendas que diziam que os negros tinham exatamente os mesmos direitos dos brancos e deveriam ser tratados igualmente. Porém, em algumas partes do país, essas leis não eram cumpridas. Tempos depois, códigos legais diziam que os negros poderiam ter propriedade privada, mas não poderiam assumir cargos públicos, nem portar armas.



Ku Klux Klan: exemplo de organização racista que
ainda existe nos dias de hoje.
Figura 8: Em estados específicos, principalmente no sul, leis impediam os negros de frequentarem bares e restaurantes que os brancos frequentavam. Os Estados Unidos estavam se formando num país democrático sob a marca do racismo. Mesmo assim, o racismo persistia, abrindo espaço para grupos de defesa da “supremacia branca”.

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